Com os braços estendidos, sem camisa e
com um lenço amarrado na cintura com o emblema do Santos, Neymar ilustra
o momento que tem sofrido ao ser considerado o grande vilão do futebol,
recebendo o apelido de “cai-cai”. A chamada de capa diz: “A
crucificação de Neymar- chamado de ‘cai-cai’ o craque brasileiro vira
bode expiatório em um esporte onde todos jogam sujo”.
O diretor da revista, Maurício Barros,
explica a intenção dessa capa chamativa dizendo que a matéria vai
questionar a fama de vilão atribuída ao atleta. “Ele é o jogador mais
caçado do futebol brasileiro e acabou virando o vilão, o cai-cai”,
explica.
Barros acredita que está acontecendo o que ele chama de “linchamento
público” já que os torcedores questionam a forma como Neymar se comporta
nos campos. “O Neymar acabou transformado num exemplo de falta de ética
no futebol. Houve um recrudescimento dessas críticas pra ele. O futebol
profissional é um jogo em que a gente pode enxergar inúmeras trapaças
dos jogadores, um jogador querendo enganar o outro, os próprios técnicos
instruindo os jogadores a enganar o juiz. Só que uma delas carregada
com tintas muito fortes e pegaram o Neymar como um grande vilão dessa
história”.
A ligação do craque com a Jesus se
refere ao fato da crucificação ser um elemento histórico da execução
pública, por isso o texto da reportagem principal da Placar vai tentar
inocentar o jogador mostrando outros atletas do futebol que também
simulam situações de jogo e pressionam juízes e bandeirinhas.
“Acho que pode haver a comparação porque
Jesus Cristo foi o crucificado mais famoso, mas a nossa analogia é com a
execução, como a crucificação como elemento histórico de execução
pública”, explica o diretor da revista.









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